Diretor, roteirista, músico e fotógrafo, Carlos Reichenbach é um dos cineastas mais emblemáticos do cinema braileiro.
Nascido em Porto Alegre, mudou-se ainda criança para São Paulo. Na juventude, estudou cinema na Escola Superior de Cinema São Luís, onde foi aluno de Luís Sérgio Person, uma grande influência em sua obra. Nesse período, compôs a cinefilia paulistana e trabalhou em diversas produções da Boca do Lixo, principalmente como fotógrafo.
Já na década de 1960, assinou a direção de alguns curtas-metragens e dirigiu longas em conjunto com outros diretores. Em 1972, é lançado “Corrida em Busca do Amor”, sua primeira direção solo. Ao longo da década de 1970, dirigiu outros longas e curtas, entre eles “Lilian M: Relatório Confidencial” (1975), que financiou com fundos próprios, e “A Ilha dos Prazeres Proibidos” (1979), filme que fez 3,5 milhões de espectadores à época.
Nos anos 1980, dirigiu, ainda, “Império do Desejo” (1981), “Amor Palavra Prostituta” (1982) e “Extremos do Prazer” (1984). Com o encerramento do Ciclo da Boca do Lixo, dedicou-se a outros gêneros, como o cinema fantástico – em “Filme Demência” (1986) – e o melodrama – em “Anjos do Arrabalde” (1987), filme que sela sua colaboração com o produtor Antonio Polo Galante e inaugura sua colaboração com Sara Silveira, que foi diretora de produção do filme.
Em 1993, lança seu primeiro filme com a Dezenove Som e Imagens, produtora que fundou com Sara. Marco de uma década tortuosa para o cinema brasileiro, “Alma Corsária” é um ponto alto não só da carreira de Carlão, mas do cinema de toda uma geração que “privilegiava as sensações absolutas, a amizade e a fé na utopia”, como colocado pelo diretor no prefácio do filme.
Entre 1999 e 2007, lançou quatro longas. A fase final da sua carreira é marcada pela sua predileção por melodramas sociais e suas colaborações não só com Sara Silveira, mas com a produtora Maria Ionescu e a montadora Cristina Amaral.